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Prêmio reflete papel secundário das mulheres

Atualizado: 20 de Dez de 2018



Mulheres correspondem somente a 5,7% do total de 908 premiados desde 1901


São Paulo, 10 de dezembro de 2018. A mais prestigiada premiação que reconhece a contribuição do conhecimento humano para o mundo, o Prêmio Nobel -- cuja cerimônia acontece em 10 de dezembro em Estocolmo (Suécia) e Oslo (Suécia) -- acaba refletindo o papel secundário dado às mulheres mundialmente e a necessidade de mudança desse quadro a partir do empoderamento feminino e do debate local.





Desde que o Nobel começou a ser entregue, em 1901, 908 pessoas receberam o prêmio e, destes, 52 eram mulheres. Ou seja, elas representam somente 5,7% do total de premiados que foram reconhecidos por seus seus trabalhos em Física, Química, Medicina, Literatura e atuação em favor da Paz. Na premiação deste ano, serão 3 que receberão o Nobel (ler mais abaixo).


“O Prêmio Nobel foi idealizado por Alfred Nobel em uma época [1895] de muitas limitações para as mulheres. O direito ao voto, um divisor de águas que pavimentou as primeiras mudanças de maior impacto para elas, só começou a ser discutido no início do século 20”, comenta Per-Arne Hjelmborn, embaixador da Suécia no Brasil.


A embaixada da Suécia integra o Diálogos Nórdicos, do qual fazem parte mais três embaixadas (Dinamarca, Finlândia e Noruega) e o Instituto Cultural da Dinamarca, estimulando o debate sobre a igualdade de gênero no Brasil a partir das experiências nórdicas e que tem pautado todas as ações do projeto neste ano -- os próximos temas serão transparência (2019) e sustentabilidade (2020).


“Agora que o debate do empoderamento feminino ganhou força, é um movimento natural que as mulheres ganhem mais presença, porque essa é a tendência que se vê mundialmente, ainda que haja ainda muito trabalho a ser feito”, complementa o embaixador. “O fim da distinção entre meninos e meninas nas escolas; um tratamento igualitário entre homens e mulheres, que envolve diretamente a questão de direitos humanos básicos; um maior acesso da mulher ao mercado de trabalho e seus benefícios; todas essas questões interligadas, entre tantas outras, atuam em favor da mulher.”


CURIOSIDADES SOBRE AS MULHERES PREMIADAS PELO NOBEL


Nobel de Física: Foram apenas 3 reconhecidas. Marie Curie, que ganhou em 1903, foi a primeira mulher e a única a ganhar duas vezes o Nobel (ela também recebeu o de Química em 1911); Maria Goeppert-Mayer foi premiada em 1963 e, em 2018, a canadense Donna Strickland, por seus estudos com laser e feixes de luz.


Nobel de Química: Foram somente 5 reconhecidas. Entre elas, Marie Curie, que ganhou o prêmio em 1911, e sua filha, Irène Joliot-Curie, ganhou em 1935 pela descoberta da radioatividade artificial. Em 2018, a americana Frances H. Arnold recebeu o prêmio com seus estudos com enzimas, que podem ser usadas para fabricação de combustíveis até farmacêuticos.


Nobel de Medicina: Foram 12 reconhecidas. A última, em 2015, foi a chinesa Tu Youyou, por sua contribuição na erradicação da malária.


Nobel de Literatura: Foram 14 reconhecidas. A primeira, em 1909, foi a autora sueca Selma Lagerlöf que, depois, foi eleita para a Academia Sueca, instituição responsável por selecionar os candidatos ao Nobel.


Nobel da Paz: Foram 17 reconhecidas. A primeira, Bertha von Suttner, ganhou o prêmio em 1905. Em 2018, Nadia Murad, da minoria yazidi no Iraque, receberá o prêmio. Ela foi sequestrada e violentada pelo Estado Islâmico e luta contra o tráfico sexual de mulheres.

Nobel de Economia: Somente 1 reconhecida, Elinor Ostrom, por seus estudos sobre como administrar com sucesso uma propriedade comum -- a visão aceita até então era de que propriedades comuns deveriam ser regularizadas ou privatizadas.

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