Buscar

Gênero e inclusão nas empresas; veja fotos

Atualizado: 20 de Dez de 2018

Debatedores e plateia compartilharam problemas e soluções vividas pelas mulheres em ambiente corporativo e fora dele. Nos países nórdicos, os horários de trabalho são flexíveis para que homens e mulheres participem da educação dos filhos e a licença parental (pai ou mãe) pode chegar até a 345 dias dos 365 dias de um ano


São Paulo, 12 de novembro de 2018. O seminário “Gênero e Inclusão nas Empresas” realizado no dia 12 de novembro no Insper, em São Paulo, levou o debate sobre a igualdade de gênero a um questionamento mais profundo sobre a participação da mulher no mercado de trabalho e se estendeu para outras esferas de discussão, com aspectos sociais e culturais, que, somados, interferem no desenvolvimento pleno da profissional mulher nos mesmos termos que de um profissional homem.




A plataforma em português para o empoderamento feminino e para empresas avaliarem seu desempenho e ajustes em direção à igualdade de gênero, a WEP Gender Gap Analysis Tool (Ferramenta de Análise de Diferenças de Gênero e Princípios de Empoderamento das Mulheres), também foi lançada e apresentada durante o evento por Adriana Carvalho, gerente de Princípios de Empoderamento das Mulheres/ONU Mulheres, e Juliana Ramalho, coordenadora do Grupo Temático de Direitos Humanos / Pacto Global.


O seminário foi idealizado pelo projeto Diálogos Nórdicos -- em parceria com a ONU Mulheres, UN Global Compact, câmaras de comércio nórdicas no Brasil e Insper -- com a participação de grandes players de negócios como a Nokia/Finlândia, Aker Solutions/Noruega, Maersk Line/Dinamarca e FinanZero/Suécia, que dividiram os debates sobre Educação, Práticas de Seleção, Carreiras e Empreendedorismo com professores do Insper e plateia.


O embaixador da Dinamarca, Nicolai Prytz, participou da abertura e salientou a importância da igualdade de gênero para o desenvolvimento e produtividade dos países em geral. O embaixador lembrou que nos países nórdicos -- que constam entre os 15 primeiros mais avançados sobre esse tema --, os horários de trabalho são flexíveis para que tanto homens e mulheres possam participar da educação de seus filhos e que a licença parental (pai ou mãe) pode chegar até a 345 dias dos 365 dias de um ano. Ele lembrou ainda que a representatividade feminina é muito elevada nos índices da Educação, sendo 61% com ensino superior, mas ainda que 71% estejam empregadas, há uma diferença salarial entre homens e mulheres de quase 15%.


Workshops

O seminário "Gênero e Inclusão nas Empresas" reuniu experiências genuínas em igualdade de gênero, compartilhadas por mulheres e homens de diversos setores da economia. Foram quatro workshops conduzidos por mulheres em posição de liderança, abordando o tema Educação, Processo de Seleção, (gestão de) Carreiras e Empreendedorismo.


“Não estaríamos tendo esse debate se tivéssemos uma sociedade já inclusiva e diversificada”, lembrou Maria Carolina Antunes, Senior RH Business Partner da Maersk Line/Dinamarca. “A cultura igualitária acaba se refletindo dentro do ambiente de uma empresa.”


E “nós, enquanto indivíduos, precisamos abrir nossa mente e fazer com que as pessoas que tomam decisões entendam a importância da mulher em todas as esferas”, disse Ana Miretzki, analista de RH Business da Aker Solutions/Noruega.


Durante os workshops temáticos, foram compartilhadas experiências que ajudaram a dar forma ao entendimento do que seria a igualdade de gênero na prática, no que tange às diferentes realidades, nas diversas regiões do país, da maneira mais abrangente possível.


Uma das participantes ilustrou a diferença de contextos. “Vejo no meu dia a dia de trabalho, no interior do estado do Mato Grosso, dificuldades regionais e de escolaridade que são diferentes das relatadas nas regiões sudeste e sul do país. Mesmo com oportunidades iguais, culturalmente as mulheres não saem de casa para trabalhar e a força de trabalho remunerado movimenta aproximadamente 15% das mulheres”, disse. “Por outro lado, entre as jovens aprendizes, o mix está mais equilibrado, então a perspectiva de médio e longo prazo é de que um equilíbrio se estabeleça”, opinou.


Além disso, frisou Juliana Miranda Mitkiewicz, consultora de Inovação da Votorantim, “negócios e família já tem um viés machista, porque não é só a mulher que gerencia negócios e família, mas também o homem”. Ana Mukoyama, gerente de Produtos da FinanZero/Suécia, complementou que “temos a maioria de empreendedoras na informalidade. Temos que incentivar essa mudança. Se ela quiser empreender, será por oportunidade, e não por necessidade financeira”.


Já Fernanda Tricerri, diretora de RH da Nokia/Finlândia, e a professora do Insper Paulina Achurra cederam seus lugares para que os participantes pudessem levantar questionamentos outros relacionados à igualdade de gênero. “ O que eu considero inclusão não é o que eu ou o outro considera. Conversei com muitas mulheres em período de amamentação, e para elas é importante saber o local para coletar o leite. Eu, como homem, nunca tinha pensado nisso”, disse Salomão Cunha Lima, de Relações Institucionais e Oportunidade Social da Totvs.

50 visualizações

Embaixada da Suécia

ambassaden.brasilia@gov.se

© 2018

  • Black Twitter Icon
  • Black Facebook Icon
  • Preto Ícone Instagram
  • Preto Ícone YouTube
This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now